20 setembro 2011

Alda Lara - Preludio

Pela estrada desce a noite…                                                  
Mãe-Negra, desce com ela...                                                                         


Nem buganvílias vermelhas, 
nem vestidinhos de folhos, 
nem brincadeiras de guisos, 
nas suas mãos apertadas.                                



Só duas lágrimas grossas, 
em duas faces cansadas.


Mãe-Negra tem voz de vento, 
voz de silêncio batendo 
nas folhas do cajueiro...


Tem voz de noite, descendo, 
de mansinho, pela estrada...


Que é feito desses meninos 
que gostava de embalar?...


Que é feito desses meninos  
que ela ajudou a criar?...


Quem ouve agora as histórias 
que costumava contar?...


Mãe-Negra não sabe nada...


Mas ai de quem sabe tudo, 
como eu sei tudo 
Mãe-Negra!...


Os teus meninos cresceram, 
e esqueceram as histórias 
que costumavas contar...


Muitos partiram p'ra longe, 
quem sabe se hão-de voltar!...


Só tu ficaste esperando, 
mãos cruzadas no regaço, 
bem quieta bem calada.


É a tua a voz deste vento, 
desta saudade descendo, 
de mansinho pela estrada…

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