18 outubro 2011

Malangatana - Amor Verde



Amor Verde

Porque o amor não é sempre verde
que bom quando verde é
nem quero que mudes de cor
ó amor verde, verde, verde
ele é tão bom, bom, bom


Na cama quando passei a primeira noite
senti-me feliz quando corria dentro dela
a lágrima que nos fez amigos infinitos
porque dela veio quem nos chama: Papá e Mamã
o nosso primeiro filho, tão lindo, lindo.
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A Coruja

A coruja agoira-me
e diz-me que nunca chegarei
além onde o desejo me leva
e assim evapora-se o sonho;


O tambor foi tocado
na noite densa do feitiço
enquanto Kokwana* Muhlonga
apitava o Kulungwana* mortal;


Na noite sem estrelas
dois gatos pretos iluminaram a cabana da Kokwana Hehlise
que morreu depois dos gatos terem miado.

Eu lutando comigo só
é impossível vencer as ondas
que feitiçeiramente me esboçam
as corujas, gatos e tambores.

Poemas de Malangatana


Malangatana Valente Ngwenya 
(Nasce a: 06/06/1936, Matalana, distrito de Marracuene, Moçambique 
Falece em: -05/01/2011, Matosinhos, Portugal)
foi um artista plástico e poeta Moçambicano, conhecido internacionalmente pelo seu primeiro nome "Malangatana", produziu trabalhos em vários suportes e meios, desde desenho, pintura, escultura, cerâmica, murais, poesia e música



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