08 outubro 2011

Testamento de Raul Indipwo

Testamento de Raul Indipwo                                                                     

A quem a saudade tiver cegado
Deixo os meus olhos tristes da distância                                      
Por todos estes anos afastado
Da terra céu e mar da minha infância                                



A quem o silêncio tenha ensurdecido
E não tenha escutado nunca o mar
Posso deixar o meu ouvido
Com Iemanjá e buzios a cantar


E a terra o meu corpo não engula
Para que não fique o marco de saudade                                    
Que me ponham numa pira de takula
E me queimem com acácias de verdade


Que Deus ao vento dê a minha alma
Para que ela em cada entardecer
Venha embalar com uma canção de calma
A terra amada que me viu nascer


(Raul Indipwo)

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